RochaXY – S02E05 – Power Rangers

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

The Witcher II no PC foi pirateado mais que 4.5 milhões de vezes


Lançado no primeiro semestre deste ano, The Witcher II: Assassins of Kings chegou aos PCs, desenvolvido pela CD Projekt Red. Como sempre, o jogo vinha sem DRM algum, nenhuma proteção chata. Especialmente quando se usava o Good Old Games, a plataforma digital de vendas da própria desenvolvedora.

Obviamente, não é de se surpreender que a pirataria tenha afetado o jogo (especialmente sem nenhum tipo de proteção), mas a declaração do CEO Marcin Iwinski vem para mostrar que não é só a desenvolvedora ou a empresa que precisa se preocupar em dar um serviço melhor, mas que os jogadores também precisam ter mais consciência.

A estimativa é que, no mínimo, The Witcher 2 foi pirateado 4.5 milhões de vezes. Numa estimativa otimista.

“Eu estava checando regularmente o número de downloads correntes nos sites que agregam torrents, e das primeiras seis até oito semanas, haviam em torno de 20 e 30 mil pessoas baixando o jogo ao mesmo tempo. Vamos pegar 20 mil como a média e vamos pegar seis semanas. O jogo possui 14GB, então vamos assumir que numa internet não muito rápida, de velocidade bem mediana, o download demore seis horas [e os brasileiros mal podem sonhar com essa velocidade]. Seis semanas dão 56 dias, que equivalem a 1344 horas; e com seis horas de tempo médio de download, nos daria 224 downloads, então vamos multiplicar por 20 mil downloads simultâneos.”

“O resultado aproximado é de 4.5 milhões de downloads ilegais. Esta é apenas uma estimativa, e eu diria que é uma visão bem otimista das coisas. Até hoje, vendemos mais de um milhão de cópias legítimas, então temos entre 4.5 e 5 cópias ilegais para cada legítima, o que não é uma razão tão ruim assim. A realidade deve ser muito pior.”

Ainda assim, Iwinski acredita que lançar o game sem DRM ainda é a melhor opção:

“Nós tentamos experimentar com todos os tipos de DRM/proteção contra cópias, mas francamente, nada funcionou. O que quer que usássemos era quebrado em um dia ou dois, copiado massivamente e disponível imediatamente nas ruas por uma fração de nosso preço. Não desistimos, mas chegamos com uma nova estratégia: começamos a oferecer mais valor com o produto — como melhorar o game com itens de colecionador como trilhas-sonoras, DVDs de making of, livros, detonados, etc. Isso, junto com um longo processo de educar os jogadores sobre o motivo de porque é melhor comprar os games legalmente, funcionou. E hoje, temos um mercado de games razoavelmente saudável.”

No momento, The Witcher 2 ainda é exclusivo para PC. No início de 2012, chegará uma versão para Xbox 360, e em torno de um ano depois, para PS3.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Chefão da Valve fala que pirataria é culpa do serviço, não do preço


Na semana passada, você soube de três notícias da Ubisoft que geraram uma baita discussão sobre a pirataria. A empresa estava retirando versões de PC dos games I Am Alive (que talvez ainda saia para a plataforma) e Ghost Recon: Future Soldier. A culpa seria da pirataria, que realmente afeta as games.

Mas Gabe Newell, co-fundador e CEO da Valve, falou sobre o que realmente motiva a pirataria (na opinião dele). O homem por trás do megaboga Steam diz que a pirataria não é culpa de preços altos ou baixos simplesmente, e que muitas empresas só encorajam a pirataria ao criarem inconveniências para os jogadores.
“Nós achamos que há uma confusão fundamental sobre a pirataria. A pirataria é quase sempre sobre um problema de serviço, e não um problema de preço. Por exemplo, se um pirata oferece um produto em qualquer lugar do mundo, 24 horas por dia, adquirível pela conveniência de seu computador pessoal, e o provedor legal diz que o produto é travado por região, que virá para o seu país 3 meses depois do primeiro lançamento e só pode ser comprado numa determinada loja, então o serviço do pirata tem mais valor.”

“A maioria das soluções de DRM diminuem o valor do produto, seja por restringir diretamente o uso do consumidor ou por criar incerteza.”

“Nosso objetivo é criar um serviço de valor maior que os piratas, e isso foi bem sucedido para nós o suficiente para que a pirataria não se tornasse um problema para a nossa empresa. Por exemplo, antes de entrarmos no mercado russo, nós ouvimos falar de que a Rússia seria uma grande perda de tempo, porque todo mundo pirataria nossos produtos. Agora, a Rússia se tornou o nosso maior mercado em toda a Europa.”

“Nosso sucesso vem de ter certeza de que tanto nossos consumidores quanto nossos parceiros sentem que eles possuem um grande valor através destes serviços. Eles podem confiar que nós nunca nos aproveitaremos desse relacionamento que temos com eles.”
Normalmente, pensamos em nós mesmos como um serviço centrado no consumidor, em vez de centrado na produção. A maior parte das nossas decisões são baseadas em aproveitar oportunidades de rápida evolução para melhor servir nossos consumidores, e não em melhorar para ter uma melhor companhia de games ou um distribuidor digital.”

Através de todas essas ideias, o Steam continuamente faz preços promocionais muitas vezes absurdos, encorajando com que muitas pessoas comprem cada vez mais.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Game I Am Alive não irá ser lançado nos PCs


Você até pode ser daqueles “alternativos” que preferem baixar seus jogos em vez de comprá-los, seja qual for sua desculpa. Mas isso começa a se tornar um grande problema quando as desenvolvedoras não querem arriscar uma versão por medo da pirataria.

E é exatamente o que acontecerá com o vindouro I Am Alive. O game de sobrevivência ganharia versões para PC, PS3 e Xbox 360. Mas agora, apenas os consoles irão receber o jogo, já que o diretor criativo Stanislas Mettra declarou o seguinte:

“É difícil, porque existe tanta pirataria, e tão poucas pessoas pagam por jogos de computador que nós precisamos equilibrar com o custo de fazer o jogo. talvez demore apenas 3 meses para 12 caras fazerem uma versão para PC, não é um custo massivo, mas ainda é um custo. Se apenas 50 mil pessoas comprarem o jogo, então não vale a pena. Não é o suficiente.”

Muitos usuários de PC estão criticando a decisão da Ubisoft. Com uma segunda declaração que não foi muito bem vista (especialmente pelas palavras usadas), Mettra fala que não devemos confundir os protestos com o genuíno interesse:

“Já vimos em alto e bom som que os gamers de PC estão torrando a paciência sobre não ter versão de I Am Alive para eles. Mas essas pessoas estão só fazendo barulho pela falta de versão, ou é por que é um jogo que eles realmente querem jogar? Eles comprariam, se nós fizessemos?”

Por um lado, é uma preocupação genuína e compreensível. Muitas empresas perdem muito dinheiro com coisas assim, e acabam até lançando um jogo não-finalizado por irem à falência cedo demais (Vampire: Bloodlines é um ótimo exemplo). É um mercado que depende totalmente das suas vendas, ao contrário de filmes e séries, que tem os cinemas, a publicidade, e suas versões em vídeo.

Por outro, por mais que esteja ainda mais fácil piratear por sites, torrents e até mesmo uma forma de usar jogos do Steam crackeados, as vendas de jogos de computador através dos serviços do SteamGood Old Games e até o brasileiro Nuuvem estão fazendo o mercado crescer bastante. E não podemos nos esquecer que, por mais que seus jogos sejam bons e interessantes, a Ubisoft ainda precisa aprender como usar uma proteção contra pirataria que realmente não incomode o usuário.

O game está previsto para chegar na PSN e XBox Live por volta do Natal de 2011.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bomba! Crysis 2 vaza na internet!


O maior vilão da indústria de jogos para PC, acaba de dar um golpe inacreditável na Crytek. Não se sabe como, mas 40 dias antes de seu lançamento oficial, Crysis 2 vazou nos sites de downloads ilegais na internet.

E o pior: não foi apenas uma versão beta ou algo assim. O arquivo contém o jogo completo, assim como o multiplayer e a chave de autenticação online! O dano só não será maior porque o jogo não é exclusivo de PC.

Os desenvolvedores de Crysis 2 imploram para que os gamers não pirateiem ou baixem o jogo ilegalmente. Todo ano, a indústria de games para PC é ameaçada cada vez mais pela pirataria, e cada vez mais pessoas correm o risco de perderem seus empregos, já que as distribuidoras podem desistir de promover jogos por este motivo.

O lançamento oficial de Crysis 2 é em 22 de março, o que significa que a versão final ainda pode ter detalhes a mais da versão pirateada. Além do PC, o XBox 360 e o PS3 também ganharão o jogo.

[ATUALIZAÇÃO]: Pelo jeito, não é só a Crytek que recebeu a baita bofetada na cara. Duas versões européias de Killzone 3 vazaram também em sites de Torrents. A versão em 3D ultrapassa os 44GB de espaço, enquanto a versão normal possui 22GB.

Mas como o game é exclusivo do PS3, os piratas precisarão ter a chave de quebra de segurança do console, que já gerou muitas discussões. A ameaça à indústria só aumenta.